Entrevista: Lúcia Piloto e Patrícia Piloto

05 Fev 2018
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Lucia e_Patricia_Piloto

Por ocasião da celebração dos 40 anos da marca Lúcia Piloto, entrevistámos as duas responsáveis pelo sucesso do grupo. A profissional Lúcia Piloto dispensa apresentações, pois é sobejamente conhecida de todos os profissionais do setor. Patrícia Piloto, sua filha, é atualmente a Diretora Geral do Grupo Lúcia Piloto e, portanto, responsável pela gestão desta marca de sucesso.

LÚCIA PILOTO

Em 1977 abriu o seu primeiro salão, no Saldanha. Quais eram as suas expectativas, na altura, relativamente à evolução da sua carreira?
Naquela altura estava longe de imaginar que iria chegar ao que sou e tenho hoje, em termos de empresa, mas acreditava que chegaria longe enquanto profissional porque tinha essa ambição. Trabalhei muito e desde muito jovem para poder crescer e construir as bases para aquilo que é hoje a marca Lúcia Piloto. Com o apoio do meu marido, que nunca teve medo de desafios e que foi sempre o meu braço direito na gestão, abrimos o primeiro espaço e pensávamos logo no próximo passo. Dois anos depois estávamos a abrir o segundo e nunca mais parámos.

Celebra, este ano, 40 anos de uma marca de sucesso. Qual a fórmula para chegar até aqui?
Muito trabalho, paixão, dedicação e foco. Foi e continua a ser um percurso cheio de emoções, de muito trabalho. Ser cabeleireira é uma profissão muito criativa, e que exige muita atividade para nos mantermos sempre atualizadas, e para isso acontecer é importante estar atenta e procurar inovar a toda a hora. Gostar do que se faz é fundamental. Gosto muito do que faço e espero poder continuar a trabalhar por muitos mais anos.

A moda cabelo passou por muitas alterações ao longo destas quatro décadas. Quais as tendências mais fascinantes?
No que respeita a cabelos para mim tudo é cativante. Diria que a década de 70 foi fascinante nesta área, porque foi quando tudo começou a despoletar em Portugal, no Pós 25 de Abril, penso que foi quando se abriram os horizontes para a moda no nosso país. Este ano a inspiração voltou aos anos 70 e os penteados dessa altura voltaram a ser um must have da estação.

Todos os anos lança uma coleção de tendências. Onde vai buscar inspiração?
A inspiração nasce de tudo o que nos rodeia, faço questão de viajar várias vezes por ano pelas capitais da moda para assistir a lançamentos de tendências, ver os desfiles dos principais criadores que são a nossa principal inspiração e agora as novas plataformas de redes sociais que nos desafiam diariamente a mudanças constantes. Tudo isto para podermos fazer uma oferta de excelência aos nossos clientes, pois são eles que nos motivam e nos inspiram também todos os dias.

A Academia é um projeto relativamente recente. De que forma está envolvida nesta iniciativa de formação?
Todas as semanas estou na Academia, acompanho o desenvolvimento dos conteúdos programáticos e também dou formação. A Academia dá formação aos nossos próprios colaboradores e forma, nas várias áreas do cabeleireiro, todo o tipo de profissionais que nos procuram, com ou sem experiência, para aprender esta profissão ou mesmo para abrirem espaços próprios, pelo que faz sentido para mim estar perto deles nesse processo. A Academia surgiu do meu sonho de formar novos profissionais e dos muitos pedidos que recebíamos para eu ensinar novas equipas no salão. A verdade é que muitos dos nossos colaboradores com mais anos de empresa fizeram um percurso de aprendizagem interna ao meu lado. Se as pessoas nos valorizam, torna-se ainda mais importante passar-lhes ensinamentos daquilo que sabemos fazer.

Como vê a evolução do setor de cabeleireiro em geral, no nosso país?
Acho que continuará a crescer com muito bons profissionais e agora já com uma formação base muito mais completa do que quando eu comecei. O acesso à formação profissional é essencial e cria ferramentas únicas para podermos melhorar não só competências técnicas, como também desenvolve áreas comportamentais, comerciais e de gestão que há uns anos não existiam. Já tivemos momentos de crise no país que afetaram a atividade, mas acho que estamos de novo num momento ascendente. As pessoas gostam de ir ao cabeleireiro, de se cuidar e fazer mudanças de visual regulares e isso fá-las sentir bem. O cabelo e o rosto são o nosso cartão de visita e por isso é importante cuidar deles.

PATRÍCIA PILOTO

Como foi crescer e acompanhar, desde cedo, a evolução da carreira da sua mãe?
Foi inspirador. Quando os meus pais abriram o primeiro espaço no Saldanha eu tinha apenas cinco anos e lembro-me desses momentos iniciais de muita azáfama, das filas de pessoas que já estavam à porta antes da loja abrir, dos dias que passava nos bastidores dos desfiles para ver todo aquele mundo de beleza e moda onde cresci. Desde cedo percebi que queria estar ligada ao negócio e ao crescimento da marca. Não enveredei pela área mais artística do cabeleireiro, mas estudei para ajudar o meu pai na gestão e desta forma poder acompanhar e fazer crescer o negócio dos meus pais.

Alguma vez pensou seguir os passos da Lúcia Piloto e ter também uma carreira na área de hairstylist?
Não, apesar de ter crescido sempre neste ambiente, ser cabeleireira não era algo para a qual desenvolvi apetência. Fascinava-me mais a parte de fazer crescer o negócio e levar ainda mais longe o nome Lúcia Piloto. A minha irmã Cláudia sim, seguiu o gosto da minha mãe e seguiu essa vocação ligada aos cabelos.

Quando é que decidiu fazer parte do Grupo Lúcia Piloto? E porquê?
Não decidi propriamente fazer parte, tudo foi acontecendo de forma natural. Licenciei-me em Gestão de Empresas e sabia que queria entrar no mundo dos negócios, mas não propriamente numa área em concreto. Enquanto estava na faculdade, e porque fui sempre muito independente, comecei a querer ganhar o meu dinheiro e comecei a trabalhar em part-time na nossa loja das Amoreiras. Foi nessa altura que percebi que havia muito por fazer e talvez tenha sido aí que percebi que seria esse o caminho. Quando comecei a trabalhar, estagiei no grupo L'Oréal durante um ano e, quase de forma inevitável, o meu pai achou que eu tinha de abraçar o projeto de família. Foi aí que regressei à nossa empresa.

Quais são os principais desafios que enfrenta na gestão do Grupo Lúcia Piloto?
O nosso maior desafio é todos os anos termos de reinventar o negócio, desenvolver novos conceitos de serviço, novas abordagens ao cliente e, com isso, conseguir garantir a diferenciação num mercado que é cada vez mais concorrencial.
O consumidor e os hábitos de compra estão a mudar a um ritmo muito acelerado e nós temos de tentar acompanhar as necessidades, as tendências, a nova forma de fazer beleza no digital, para conseguirmos acompanhar o mercado que já deixou há muito de se limitar aos espaços físicos e que está cada vez mais à distância de um clique.
Mas como desafios é aquilo que me apaixona, sempre que surgem dificuldades temos de as saber entender e transformar em oportunidades, é aí que está o segredo.

Com 40 anos de existência, 6 salões, 1 spa, 1 academia e 1 loja online, ainda há espaço para o grupo crescer?
Sim, claro, o mundo é redondo e não para de girar. Estamos sempre atentos ao setor, às oportunidades, às tendências do mercado em geral e às necessidades dos clientes em particular. Sou uma observadora por natureza e tenho um sentido muito crítico, do qual me acusam muitas vezes de ser demasiado exigente, mas a verdade é que sem exigência e paixão não chegamos longe. Temos de sonhar, querer e, acima de tudo, acreditar nas nossas capacidades e quando isso acontece não temos medo de desafios e enfrentamo-los de braços abertos. Eu acho que há sempre espaço para inovar, para desenvolver novas ideias, para continuarmos a inspirar e para nos deixarmos inspirar por tudo o que nos rodeia.

Quais são os projetos futuros para o Grupo Lúcia Piloto?
Neste momento estamos focados em desenvolver o negócio atual, seja nas lojas, seja na nossa Academia, e isso pode passar por abrir novos espaços. A longo prazo, gostaríamos de criar uma marca própria ou em Co-Branding com algum parceiro, pois acreditamos que a nossa marca tem potencial para criar sinergias e levar o negócio mais longe. Sabemos que não é um processo fácil e que implica um forte investimento mas é um sonho que gostaria de concretizar.

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